Capítulo 06
Tratamento
Até o momento não existe cura para a Doença de Parkinson, mas há diversos profissionais e estratégias que podem ajudar nesta jornada. O tratamento é sempre individualizado e conduzido por uma equipe multidisciplinar.
Tratamento medicamentoso
O principal medicamento para a DP é a Levodopa. Outros grupos farmacológicos incluem agonistas dopaminérgicos, inibidores enzimáticos (MAO-B e COMT), antagonistas do glutamato e anticolinérgicos.
Atenção aos estados
- Estado "on" — período em que a medicação faz efeito.
- Estado "off" — período em que a medicação não está fazendo efeito.
- "Wearing off" — deterioração de fim de dose, quando a medicação vai deixando de fazer efeito.
Tratamento cirúrgico
Quando indicado, existem técnicas cirúrgicas que auxiliam no controle dos sintomas:
- Estimulação Cerebral Profunda (DBS / ECP) — implante de eletrodos finos em alvos cerebrais específicos, controlados por aparelho externo.
- Palidotomia — lesão no globo pálido interno.
- Talamotomia — micro lesões no tálamo (raramente utilizada hoje).
Critérios para indicação cirúrgica
- Diagnóstico confirmado de DP idiopática (critérios internacionais).
- Duração da doença de pelo menos 4 anos.
- Resposta à levodopa de pelo menos 30–40%.
- Complicações motoras (discinesias ou flutuações) resistentes ao tratamento medicamentoso.
- Avaliação multidisciplinar especializada em Distúrbios do Movimento.
Contraindicações absolutas
- Comprometimento cognitivo ou na fluência da fala que impeça compreensão das orientações.
- Depressão não tratada, instável ou recorrente.
- Sintomas que levam à incapacidade e que não respondem à levodopa.
Cada serviço tem seu protocolo. Procure conversar com seu médico sobre as melhores opções para o seu caso.
Tratamento multidisciplinar
Para conhecer o papel de cada profissional que pode compor sua equipe de cuidado — fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, terapeuta ocupacional, psicólogo, educador físico, enfermeiro e odontólogo — visite a página Equipe de saúde.